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Video Post Tue, Nov. 22, 2011 263 notes

(Source: pseuteamols, via learningto-smile)




Photo Post Tue, Nov. 22, 2011 1,566 notes

salt-waterroom:

Já que fazem semanas que o telefone não toca, eu penso que talvez – apenas talvez – seja melhor eu aproveitar a oportunidade para tocá-lo de uma vez por todas no lixo. Não que isso vá fazer alguma diferença, já que você vai continuar assombrando meus melhores pesadelos. Querendo ou não, parte minha sabe que você sempre estará lá. Longe ou perto, aqui ou longe. Seu lugar é dentro de mim. Pena que você se recusa a compreender isso, e eu já desisti de explicar. É tanta coisa que poderia ter acontecido entre nós dois, e apenas nos contentamos em ser esse nada mudo e sem cor que preenche todo ar ao nosso redor. Porque, apesar de não estarmos juntos, ainda somos nós. Ainda é a nossa música que toca na rádio, nosso livro que dorme comigo, nosso cheiro misturado nos lençóis do teu quarto. Pena que, infelizmente, é a minha insônia na espera de um telefonema seu e a sua mania de ser sozinho. Minha cama vazia e o seu coração sem dono. Somos parte de um inteiro que se dividiu em mil pedaços para fingir que não existe mais amor entre nós. Que a compaixão se foi junto com o teu perfume e o meu sorriso. Nossa eterna dor silenciosa.
Acontece que eu desaprendi a ser sozinha o que antes eu era em conjunto. E coisas simples como ir ao cinema ou simplesmente pegar no sono se tornaram complicadas sem a tua mão para me afirmar que tudo ficará bem. A gente foi embora um do outro, largamos a residência e pensamos que seria fácil não sentir falta e não desejar com o minguinho do pé o regresso de tudo o que tivemos. Só que não é. É mais difícil do que eu poderia sequer imaginar. Por que agora, tudo o que eu vejo, ouço e faço, me lembra você – cada mínimo detalhe, coisinhas pequenas e insignificantes que antes nem faziam sentido. A todo mísero segundo o rádio toca uma daquelas suas músicas ruins e deprimentes, a televisão passa um dos teus filmes antigos. Tudo na minha volta é azul, mesmo quando eu não sou capaz de enxergar. E o pior de tudo: teu rosto está por toda parte. Todos morenos, teimosos e com o mesmo traço sarcástico que sempre existiu em ti. Nenhum se compara ou te ultrapassa, eles são apenas pequenas torturas diárias que fazem com que eu lembre você.
E agora são três e meia da manhã de um dia que deveria ser nosso, se não tivéssemos sido fracos a ponto de desistir. Como se eu precisasse de datas, como se eu necessitasse de lembretes de geladeira me avisando sobre a sua existência. Não é como se eu conseguisse pensar em qualquer outra coisa. E hoje, mais do que nunca, aquela sexta feira não me sai da cabeça. O início do fim. Meu fim. Foi aquele tipo de momento onde eu não mudaria nada se pudesse, mas desejo com todas as minhas forças que não tivesse acontecido. Isso tudo foi o passo inicial em direção à minha ruína, minha tragédia em forma de vida real. Porque nada é tão trágico quanto o fim de algo que duas pessoas juram ser verdadeiro. Acontece, amigo, que o verdadeiro não se acaba jamais. Então… Você sabe o que isso tem a dizer a respeito de nós dois, não sabe? 
(Com toda a simplicidade do mundo, quer dizer que nunca fomos algo. Nem mesmo esse nada que constantemente gira e troca o lugar de todas as coisas arrumadas e organizadas que existem dentro de mim. Quer dizer que todas as promessas e tratados, todas as risadas baixar durante a madrugada, os olhares cheios de significado, a cumplicidade, tudo… Foi em vão. E de nada prestou perder meu tempo pensando no nosso para sempre, porque ele, obviamente, não vai mais existir. Nunca mais.)
Sobre isso que eu penso enquanto caminho até a janela e vejo todos os carros passando, o casal que mora na minha frente discutindo, os barulhos acontecendo e eu aqui, sem poder fazer nada além de desejar que esse dia passe rápido. Que eu durma durante ele e só acorde depois de esquecer. Desejo que ele apenas corra e que as horas não existam, que os segundos morram e se enterrem para que não haja tempo para nós dois. Ou, então, quero que o mundo inteiro passe essas 24 horas sofrendo e sentindo a mesma dor com que eu convivo em silêncio, apenas para que não digam que não há razão.
(Hello dare, the angel from my nightmare the shadow in the background of the morgue the unsuspecting victim of darkness in the valley…)
Só que eu esqueço que toda e qualquer razão se encontra apenas nessas oito letras que formam o teu nome na tela do meu celular. Toda a razão se encontra nesses quatro passos até a cabeceira da minha cama e no meu coração dando mil saltos e quedas até sair do peito e ir de encontro ao teu.
(We can live like Jack and Sally if we want, where you can always find me and we’ll have halloween on Christmas… And in the night we’ll wish this never ends.)
Um, dois, três.
(We’ll wish this never ends)
- Alô?
- Ana.
Não foi uma pergunta. É que a gente se conhece tão bem e se sabe de uma maneira tão incrível, que não importa o teu tom de voz. Eu sei que você quer dizer. Sei que esse “Ana” é muito mais do que isso, e esse é o motivo pelo qual meu braço se arrepia todo. Só meu nome e tudo vai abaixo.
- Henrique.
(Silêncio)
- Ligou para ouvir minha voz? – Eu rio do nosso próprio destino sem graça e cruel, que faz com que essas ligações tenham sempre a mesma desculpa ridícula. Liguei para ouvir sua voz, para ter certeza de que está tudo bem.
- Na verdade, eu estava tentando pensar em uma desculpa melhor. – Você ri daquele seu jeito meio sem graça e eu sei que essa ligação foi algo totalmente sem intenção. Você pegou o telefone e discou meu número sem nem pensar no que estava fazendo. Outra coisa nossa que ninguém mais entende.
- E aí?
- Não encontrei. Todas parecem ridículas ou sentimentais demais. Nesses momentos eu acho que deveria pensar melhor antes de ligar, e ter todo um diálogo por escrito. Ligar para ouvir a sua voz pode ser a mais clichê, mas ainda é a mais verdadeira. Sei lá, são três e quarenta da manhã e eu… Eu não sei pensar sobre qualquer outra coisa.
- Nem eu.
- E o dia só piora as coisas, não é?
(Silêncio.)
Nenhum de nós ri, porque não há nada engraçado nessa tragédia que somos nós. Não há nada engraçado em dois corações afastados pelo orgulho de não admitir se querer. Não há nada engraçado na dor que nos causamos.
- Na verdade, eu não vejo uma maneira disso melhorar, Henrique. Eu já procurei saídas, mas nada vai resolver. Você sabe tão bem quanto eu o que isso significa, apesar de nós dois permanecermos calados. E eu não vou falar, e você também não. Mas você vai por a cabeça no travesseiro e vai pensar onde foi que erramos. E a conclusão será a mesma: o erro foi envolver o coração. – Silêncio. – Você sabe do que eu falo, não sabe?
- Não, Anna, eu não sei. E não tenho o menor interesse em saber. Porra, para de meter o coração no meio dessas coisas. Eu to evitando pensar nisso, tá certo? Por que a outra solução seria admitir que há mais do que só vontade. E não há. Ana, eu não sinto nada por ti. É só… É só amizade misturada com duas mentes entediadas que acabam achando que são mais que apenas amigas. – Sua respiração se acelera e percebo que você fala isso mais para si mesmo que para mim. Eu fico quieta esperando esse lapso de desamor passar, esperando que você perceba o mesmo que eu percebi há um ano atrás. – É só isso, Anna.
Eu rio sem qualquer vestígio de vergonha e escuto tua indignação do outro lado da linha.
- Pode falar o que quiser, Henrique. Eu também estava lá, no mesmo momento que tu. Eu senti a sua mão se apertar contra a minha e os nossos dedos se fecharem perfeitamente. Mente o quanto quiser, finge que tudo isso não é nada. Como se você não quisesse deixar esse seu orgulho estúpido de lado e correr para os meus braços nesse momento. Continua sendo esse menino que foge cada vez que se dá de cara com algo mais sério. Mas, só te peço isso - não esquece que eu vivi isso também. Pode continuar mentindo pra si mesmo, eu sei a verdade. Eu sei que, lá no fundo, eu te faço falta.
Respiro fundo e espero a sensação de vazio passar. Puxo o ar e sinto o meu estômago brincar de contorcionismo enquanto a minha mente o acompanha. Não penso em nada, não sinto nada, só ouço a tua respiração se modificando e formulando uma resposta para todas as verdades que só existem para mim. Porque eu posso ter parecido segura, mas não. Eu quero isso mais do que tudo, porém, querer quase nunca transforma algo em realidade. Esse é meu medo. Afinal, eu posso estar errada.
- Ana…
- O quê, Henrique?
- Eu não te amo.
- Eu sei.
(Gostaria de poder afirmar o mesmo com tanta convicção.)
- Só que, eu fico pensando… Se eu não te amo, e você também não me ama. Se nós dois sabemos disso e admitimos em voz alta. Se… Se não há nada entre nós, então, qual é a razão de ainda nos falarmos?
(Silêncio.)
Meu olhar vaga pelo teto enquanto eu me concentro em não pensar em absolutamente nada, porque qualquer coisa dói. Até o nada dói, porque me lembra nós. E o nós dói porque me lembra esse nó completamente atado em que nos encontramos. Nada nesse mundo é capaz de fazer com que eu me sinta melhor. Só você.
- Eu estava pensando o mesmo minutos antes de você me ligar.
- Chegou a alguma conclusão?
- Nenhuma que faça sentido. Tem vezes que eu tento me convencer que é só porque nós dois somos orgulhosos e mimados e, pela primeira vez, demos de cara com algo que não podemos ter. Outras vezes eu penso que é pela teimosia de provar que estamos certos sobre isso não poder dar certo. Mas nada disso faz sentido, porque, se fosse só isso, o aperto no peito não existiria cada vez que você desliga o telefone.
- Só existiria a vontade de vencer, sem saudade ou desespero.
- Exato.
- Eu tento dizer pra mim mesmo que é só… Só algo certo pro momento, mas não para a vida. A gente se dá bem, a gente combina. Mas não se ama. Eu fecho a janela da lógica e busco qualquer explicação que não envolva a palavra amor.
- Então?
- Não vejo outra resposta.
(Silêncio.)
- E é aí que eu grito coisas estúpidas para tentar convencer a mim mesmo que não, eu não estou apaixonado. Quando na verdade… Porra, Anna. Eu sei que eu estou. Sei que você está certa e que a razão de tudo isso tem quatro letras. Amor. É isso que nos mantém juntos mesmo que a quilômetros de distância. É isso que faz com que eu te ligue desesperado a cada mês buscando por respostas que eu sei que só existem dentro de ti. Eu…
(Me ama?)
- Você?
- Desculpa, Anna… Eu… Eu não posso fazer isso.
- Henrique… Por favor.
- Eu tenho que desligar.
(Não faz isso comigo, não de novo. Não deixa eu me transformar em pó, não me deixa sumir. Não faz com que eu me arrependa do dia que te conheci. Tudo o que eu preciso é de mais duas palavras e eu continua. Eu espero. Só fala, por favor. Não vai assim. Não vai e nos deixa continuar sendo esse nada.)
- Henrique…
Minha última súplica.
- Ana.
- Eu te…
- Feliz aniversário para nós.
Você desliga, e tudo o que me resta é o silêncio eterno dessa linha muda. Essa linha muda que representa toda a dor que você me causa a cada ligação, a cada vez que me dá esperanças de algo diferente e termina sendo sempre igual. Eu estou pronta para admitir… Só falta você.
E, faltando você, falta tudo. Falta eu também.
(Feliz aniversário para nós.)
Ana F (salt-waterroom)

salt-waterroom:

Já que fazem semanas que o telefone não toca, eu penso que talvez – apenas talvez – seja melhor eu aproveitar a oportunidade para tocá-lo de uma vez por todas no lixo. Não que isso vá fazer alguma diferença, já que você vai continuar assombrando meus melhores pesadelos. Querendo ou não, parte minha sabe que você sempre estará lá. Longe ou perto, aqui ou longe. Seu lugar é dentro de mim. Pena que você se recusa a compreender isso, e eu já desisti de explicar. É tanta coisa que poderia ter acontecido entre nós dois, e apenas nos contentamos em ser esse nada mudo e sem cor que preenche todo ar ao nosso redor. Porque, apesar de não estarmos juntos, ainda somos nós. Ainda é a nossa música que toca na rádio, nosso livro que dorme comigo, nosso cheiro misturado nos lençóis do teu quarto. Pena que, infelizmente, é a minha insônia na espera de um telefonema seu e a sua mania de ser sozinho. Minha cama vazia e o seu coração sem dono. Somos parte de um inteiro que se dividiu em mil pedaços para fingir que não existe mais amor entre nós. Que a compaixão se foi junto com o teu perfume e o meu sorriso. Nossa eterna dor silenciosa.

Acontece que eu desaprendi a ser sozinha o que antes eu era em conjunto. E coisas simples como ir ao cinema ou simplesmente pegar no sono se tornaram complicadas sem a tua mão para me afirmar que tudo ficará bem. A gente foi embora um do outro, largamos a residência e pensamos que seria fácil não sentir falta e não desejar com o minguinho do pé o regresso de tudo o que tivemos. Só que não é. É mais difícil do que eu poderia sequer imaginar. Por que agora, tudo o que eu vejo, ouço e faço, me lembra você – cada mínimo detalhe, coisinhas pequenas e insignificantes que antes nem faziam sentido. A todo mísero segundo o rádio toca uma daquelas suas músicas ruins e deprimentes, a televisão passa um dos teus filmes antigos. Tudo na minha volta é azul, mesmo quando eu não sou capaz de enxergar. E o pior de tudo: teu rosto está por toda parte. Todos morenos, teimosos e com o mesmo traço sarcástico que sempre existiu em ti. Nenhum se compara ou te ultrapassa, eles são apenas pequenas torturas diárias que fazem com que eu lembre você.

E agora são três e meia da manhã de um dia que deveria ser nosso, se não tivéssemos sido fracos a ponto de desistir. Como se eu precisasse de datas, como se eu necessitasse de lembretes de geladeira me avisando sobre a sua existência. Não é como se eu conseguisse pensar em qualquer outra coisa. E hoje, mais do que nunca, aquela sexta feira não me sai da cabeça. O início do fim. Meu fim. Foi aquele tipo de momento onde eu não mudaria nada se pudesse, mas desejo com todas as minhas forças que não tivesse acontecido. Isso tudo foi o passo inicial em direção à minha ruína, minha tragédia em forma de vida real. Porque nada é tão trágico quanto o fim de algo que duas pessoas juram ser verdadeiro. Acontece, amigo, que o verdadeiro não se acaba jamais. Então… Você sabe o que isso tem a dizer a respeito de nós dois, não sabe?

(Com toda a simplicidade do mundo, quer dizer que nunca fomos algo. Nem mesmo esse nada que constantemente gira e troca o lugar de todas as coisas arrumadas e organizadas que existem dentro de mim. Quer dizer que todas as promessas e tratados, todas as risadas baixar durante a madrugada, os olhares cheios de significado, a cumplicidade, tudo… Foi em vão. E de nada prestou perder meu tempo pensando no nosso para sempre, porque ele, obviamente, não vai mais existir. Nunca mais.)

Sobre isso que eu penso enquanto caminho até a janela e vejo todos os carros passando, o casal que mora na minha frente discutindo, os barulhos acontecendo e eu aqui, sem poder fazer nada além de desejar que esse dia passe rápido. Que eu durma durante ele e só acorde depois de esquecer. Desejo que ele apenas corra e que as horas não existam, que os segundos morram e se enterrem para que não haja tempo para nós dois. Ou, então, quero que o mundo inteiro passe essas 24 horas sofrendo e sentindo a mesma dor com que eu convivo em silêncio, apenas para que não digam que não há razão.

(Hello dare, the angel from my nightmare the shadow in the background of the morgue the unsuspecting victim of darkness in the valley…)

Só que eu esqueço que toda e qualquer razão se encontra apenas nessas oito letras que formam o teu nome na tela do meu celular. Toda a razão se encontra nesses quatro passos até a cabeceira da minha cama e no meu coração dando mil saltos e quedas até sair do peito e ir de encontro ao teu.

(We can live like Jack and Sally if we want, where you can always find me and we’ll have halloween on Christmas… And in the night we’ll wish this never ends.)

Um, dois, três.

(We’ll wish this never ends)

- Alô?

- Ana.

Não foi uma pergunta. É que a gente se conhece tão bem e se sabe de uma maneira tão incrível, que não importa o teu tom de voz. Eu sei que você quer dizer. Sei que esse “Ana” é muito mais do que isso, e esse é o motivo pelo qual meu braço se arrepia todo. Só meu nome e tudo vai abaixo.

- Henrique.

(Silêncio)

- Ligou para ouvir minha voz? – Eu rio do nosso próprio destino sem graça e cruel, que faz com que essas ligações tenham sempre a mesma desculpa ridícula. Liguei para ouvir sua voz, para ter certeza de que está tudo bem.

- Na verdade, eu estava tentando pensar em uma desculpa melhor. – Você ri daquele seu jeito meio sem graça e eu sei que essa ligação foi algo totalmente sem intenção. Você pegou o telefone e discou meu número sem nem pensar no que estava fazendo. Outra coisa nossa que ninguém mais entende.

- E aí?

- Não encontrei. Todas parecem ridículas ou sentimentais demais. Nesses momentos eu acho que deveria pensar melhor antes de ligar, e ter todo um diálogo por escrito. Ligar para ouvir a sua voz pode ser a mais clichê, mas ainda é a mais verdadeira. Sei lá, são três e quarenta da manhã e eu… Eu não sei pensar sobre qualquer outra coisa.

- Nem eu.

- E o dia só piora as coisas, não é?

(Silêncio.)

Nenhum de nós ri, porque não há nada engraçado nessa tragédia que somos nós. Não há nada engraçado em dois corações afastados pelo orgulho de não admitir se querer. Não há nada engraçado na dor que nos causamos.

- Na verdade, eu não vejo uma maneira disso melhorar, Henrique. Eu já procurei saídas, mas nada vai resolver. Você sabe tão bem quanto eu o que isso significa, apesar de nós dois permanecermos calados. E eu não vou falar, e você também não. Mas você vai por a cabeça no travesseiro e vai pensar onde foi que erramos. E a conclusão será a mesma: o erro foi envolver o coração. – Silêncio. – Você sabe do que eu falo, não sabe?

- Não, Anna, eu não sei. E não tenho o menor interesse em saber. Porra, para de meter o coração no meio dessas coisas. Eu to evitando pensar nisso, tá certo? Por que a outra solução seria admitir que há mais do que só vontade. E não há. Ana, eu não sinto nada por ti. É só… É só amizade misturada com duas mentes entediadas que acabam achando que são mais que apenas amigas. – Sua respiração se acelera e percebo que você fala isso mais para si mesmo que para mim. Eu fico quieta esperando esse lapso de desamor passar, esperando que você perceba o mesmo que eu percebi há um ano atrás. – É só isso, Anna.

Eu rio sem qualquer vestígio de vergonha e escuto tua indignação do outro lado da linha.

- Pode falar o que quiser, Henrique. Eu também estava lá, no mesmo momento que tu. Eu senti a sua mão se apertar contra a minha e os nossos dedos se fecharem perfeitamente. Mente o quanto quiser, finge que tudo isso não é nada. Como se você não quisesse deixar esse seu orgulho estúpido de lado e correr para os meus braços nesse momento. Continua sendo esse menino que foge cada vez que se dá de cara com algo mais sério. Mas, só te peço isso - não esquece que eu vivi isso também. Pode continuar mentindo pra si mesmo, eu sei a verdade. Eu sei que, lá no fundo, eu te faço falta.

Respiro fundo e espero a sensação de vazio passar. Puxo o ar e sinto o meu estômago brincar de contorcionismo enquanto a minha mente o acompanha. Não penso em nada, não sinto nada, só ouço a tua respiração se modificando e formulando uma resposta para todas as verdades que só existem para mim. Porque eu posso ter parecido segura, mas não. Eu quero isso mais do que tudo, porém, querer quase nunca transforma algo em realidade. Esse é meu medo. Afinal, eu posso estar errada.

- Ana…

- O quê, Henrique?

- Eu não te amo.

- Eu sei.

(Gostaria de poder afirmar o mesmo com tanta convicção.)

- Só que, eu fico pensando… Se eu não te amo, e você também não me ama. Se nós dois sabemos disso e admitimos em voz alta. Se… Se não há nada entre nós, então, qual é a razão de ainda nos falarmos?

(Silêncio.)

Meu olhar vaga pelo teto enquanto eu me concentro em não pensar em absolutamente nada, porque qualquer coisa dói. Até o nada dói, porque me lembra nós. E o nós dói porque me lembra esse nó completamente atado em que nos encontramos. Nada nesse mundo é capaz de fazer com que eu me sinta melhor. Só você.

- Eu estava pensando o mesmo minutos antes de você me ligar.

- Chegou a alguma conclusão?

- Nenhuma que faça sentido. Tem vezes que eu tento me convencer que é só porque nós dois somos orgulhosos e mimados e, pela primeira vez, demos de cara com algo que não podemos ter. Outras vezes eu penso que é pela teimosia de provar que estamos certos sobre isso não poder dar certo. Mas nada disso faz sentido, porque, se fosse só isso, o aperto no peito não existiria cada vez que você desliga o telefone.

- Só existiria a vontade de vencer, sem saudade ou desespero.

- Exato.

- Eu tento dizer pra mim mesmo que é só… Só algo certo pro momento, mas não para a vida. A gente se dá bem, a gente combina. Mas não se ama. Eu fecho a janela da lógica e busco qualquer explicação que não envolva a palavra amor.

- Então?

- Não vejo outra resposta.

(Silêncio.)

- E é aí que eu grito coisas estúpidas para tentar convencer a mim mesmo que não, eu não estou apaixonado. Quando na verdade… Porra, Anna. Eu sei que eu estou. Sei que você está certa e que a razão de tudo isso tem quatro letras. Amor. É isso que nos mantém juntos mesmo que a quilômetros de distância. É isso que faz com que eu te ligue desesperado a cada mês buscando por respostas que eu sei que só existem dentro de ti. Eu…

(Me ama?)

- Você?

- Desculpa, Anna… Eu… Eu não posso fazer isso.

- Henrique… Por favor.

- Eu tenho que desligar.

(Não faz isso comigo, não de novo. Não deixa eu me transformar em pó, não me deixa sumir. Não faz com que eu me arrependa do dia que te conheci. Tudo o que eu preciso é de mais duas palavras e eu continua. Eu espero. Só fala, por favor. Não vai assim. Não vai e nos deixa continuar sendo esse nada.)

- Henrique…

Minha última súplica.

- Ana.

- Eu te…

- Feliz aniversário para nós.

Você desliga, e tudo o que me resta é o silêncio eterno dessa linha muda. Essa linha muda que representa toda a dor que você me causa a cada ligação, a cada vez que me dá esperanças de algo diferente e termina sendo sempre igual. Eu estou pronta para admitir… Só falta você.

E, faltando você, falta tudo. Falta eu também.

(Feliz aniversário para nós.)

Ana F (salt-waterroom)




Photo Post Sun, Nov. 20, 2011 23,929 notes

liilioliveira:

Querido John, Nicholas Sparks, cap.15, pág.192

liilioliveira:

Querido John, Nicholas Sparks, cap.15, pág.192

(via liilioliveira-deactivated201204)




Text Post Thu, Sep. 15, 2011 19,707 notes

Friends.

Meu amiguinho né?!

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Porque amiguinho anda falando mal de mim?! 

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Na proxima vez amiguinho fala na cara.

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(Source: jhonbaruch, via youhavetoimagine)






Video Post Thu, Sep. 15, 2011 17,673 notes

(Source: march1st1994, via feelings-restored)




Text Post Thu, Sep. 15, 2011 4,380 notes

Quando eu era pequeno e brincava no parquinho:

maravilhanaervilha:

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Mãe: Filho tá na hora de ir embora!image

Eu: Não mãe, só mais 5 minutinhos. Por favor!
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Mãe: Tá, só mais 5 minutinhos.
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Eu:
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(Source: reblogadorcompulsivo, via your-s0ul)






Text Post Thu, Sep. 15, 2011 14,077 notes

Saudades da época que todo mundo usava lancheira

path-tohappiness:

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Hoje em dia, eu tenho que comprar lanche numa fila do tamanho do mundo, com 500000 pessoas exprimidas.

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(Source: minhamentemaligna, via your-s0ul)






Video Post Thu, Sep. 15, 2011 13,842 notes

(via feelings-restored)





Photo Post Thu, Sep. 15, 2011 11,213 notes


Às vezes você tem que esquecer o que se foi, para dar a verdadeira importância para o que esta por vir. 

Às vezes você tem que esquecer o que se foi, para dar a verdadeira importância para o que esta por vir. 

(Source: ultimamemoria, via mente-confusa)



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